“Não maquio a situação”. Essa frase é de Oliver Decesary Santos, o MC Livinho, de 19 anos, uma das revelações do funk erótico – como ele mesmo classifica. O artista conversou com o G1antes de realizar um show em Santos, no litoral de São Paulo. Perguntado se já havia contado o número de mulheres com as quais já teve um relacionamento, foi sucinto: “É tipo o Pelé, 1.000 gols”.

Nascido na região do Jardim Pedra Branca, na Zona Norte de São Paulo, Oliver começou tocando um instrumento tradicional não do funk, mas da música erudita. “Comecei tocando violino em uma igreja próxima à minha casa e os irmãos me deram um violino para aprender. Eu consegui evoluir, tive aulas por cinco anos. Porém, por conta do meu comportamento, não conseguia me apresentar. Eu era muito bagunceiro, dava muito trabalho para os meus pais, mas consegui reverter essa situação”, explica.

Oliver iniciou no funk aos 14 anos, e a temática sexual ainda não era um projeto para ele. “No início, eu não tinha malícia, cantava o funk conhecido como realidade. Depois cantei muito funk ostentação, e agora me encontrei no funk romântico erótico”, diz.

Com cerca de 30 shows por semana, em média quatro por noite, o músico tem uma renda mensal de aproximadamente R$ 50 mil. Uma das músicas mais conhecidas do cantor, “Mulher Kama Sutra”, tem mais de quatro milhões de visualizações no You Tube.

Sobre suas letras explícitas a respeito de sexo, o músico faz uma analogia com um conhecido cantor sertanejo. “Qualquer ritmo musical, se falar de amor, traição ou qualquer outro assunto, vai ser do mesmo jeito. O ritmo que canto não maquia a situação. O Michel Teló, por exemplo, canta: ‘vou te esperar, na minha humilde residência, pra gente fazer amor’. Eu não, eu canto o que realmente acontece entre quatro paredes”, afirma.

Uma de suas músicas, “Picada Fatal”, tem como base uma canção que ficou famosa no filme infantil Cinderela. “Estava escutando uma música na internet e tem aquele momento do comercial, que interrompe o vídeo. Foi quando tocou a canção, eu achei muito legal e fiz a letra em cima. Particularmente, achei que ficou muito boa”, conta Livinho.

Apesar da pouca idade, Oliver tem bastante história para contar por meio das letras, pois iniciou sua vida sexual aos 13 anos. “Foi nessa época que eu comecei a ter mais malícia. Daí tem histórias em escadas, garagens etc.”, diz.

Falando sobre número de relacionamentos, MC Livinho diz que tentou contar, mas não conseguiu. “Eu sei que é um bom número. Igual o Pelé, já fiz mais de 1.000 gols. Não é algo que me vanglorie, mas sou homem e tenho desejos carnais que procuro saciar. Se eu vejo uma mulher bonita, não vou querer dar um beijo no rosto dela. Se dois corpos se atraem, o que podemos fazer?”, salienta Oliver. O cantor explica também que não é seletivo. “Eu procuro mulher e ponto”, ressalta.

Sobre o assédio das fãs, Oliver se diz diferente do MC Livinho. “O Livinho é mais chato que o Oliver, que já é mais atirado. Eu tenho minha privacidade e tento preservá-la, mas sem esquecer que a fã também é um ser humano, e não somos melhores do que ninguém. Algumas entendem isso, outras nem tanto. Procuro tomar bastante cuidado com as pessoas com quem me relaciono”, afirma.

O músico também se vê como produto. “O meu público, que escuta a minha música na internet, quer ver a mesma qualidade nos shows. Por isso, cuido bastante da minha voz, procuro dormir oito horas por dia e poupar minha voz. Sou um profissional da música, tenho que agir como tal”, diz.

Com relação ao futuro, Oliver quer mais. “O trabalho que eu estou fazendo está agradando, tenho mais de oito músicas estouradas em São Paulo e algumas pelo Brasil. Posso me considerar um vencedor. Eu não tenho noção do que está reservado para mim, portanto vou levando”, finaliza.

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